Câncer anal
O que é
O câncer anal é um tumor maligno do ânus, a abertura no fim do intestino por onde saem as fezes. Ele pode surgir dentro do canal anal ou na borda de fora do ânus.
É um câncer raro.
Segundo o INCA, o principal fator de risco é o HPV, o papilomavírus humano. A lista do INCA traz também:
- a infecção pelo HIV, o vírus da aids;
- outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), como a gonorreia, a clamídia, o herpes genital e o condiloma;
- o sexo anal;
- fumar;
- a fístula anal crônica, um pequeno canal entre o canal anal e a pele, que se mantém por muito tempo e solta pus;
- a irritação do ânus que dura muito tempo;
- a imunidade baixa, como em quem recebeu um rim ou um coração transplantado.
Para prevenir, o INCA orienta o uso da camisinha em toda relação sexual e deixar o cigarro. Ele também incentiva a vacina contra o HPV.
Sintomas
Os sintomas lembram os de problemas comuns, como as hemorroidas, e podem ser tomados por eles. Segundo o INCA, os mais frequentes são:
- sangue saindo pelo ânus, que é o sinal mais comum;
- dor ou pressão no ânus;
- coceira ou ardência que persiste;
- diarreia e prisão de ventre se revezando.
Também pedem investigação um caroço no ânus, uma ferida que custa a cicatrizar e uma secreção diferente do habitual. O mesmo vale para o inchaço no ânus ou na virilha e para a dificuldade de segurar os gases ou as fezes.
Segundo o Dr. Paulo, o sangue vermelho claro costuma vir de uma doença do ânus, mas também pode vir de um câncer do canal anal. Às vezes, esse câncer só sangra no papel.
Quando procurar o médico
Sangue pelo ânus, dor, caroço ou ferida na região são motivo para consulta. Segundo o INCA, a ferida no ânus ou outra queixa da região que persiste por mais de duas semanas pede avaliação médica.
Ter um desses sintomas não é sinônimo de câncer. Segundo o INCA, na maioria dos casos a causa é outra, mas a queixa precisa ser investigada.
Segundo o Dr. Paulo, o exame no consultório vem antes de qualquer conclusão sobre o sangramento.
Quem tem HPV ou HIV, quem tem a imunidade baixa e quem fuma deve ficar ainda mais atento a esses sinais.
Para o câncer anal, segundo o INCA, não há exame de rotina recomendado para quem não tem sintomas. O que vale é investigar os sinais.
Como é o diagnóstico
O diagnóstico começa na consulta, com o exame da região. Os exames mais usados são:
- a inspeção e o toque retal: o médico observa a região por fora e examina o ânus com o dedo, usando luva;
- a anuscopia, que olha o canal anal por dentro com um pequeno instrumento, o anuscópio;
- a retoscopia, que examina também o reto, o trecho do intestino logo acima do ânus;
- a ultrassonografia endoanal, um ultrassom feito por dentro do ânus, que mostra os tecidos da região;
- a biópsia, que retira um pedacinho de tecido para análise e confirma o diagnóstico.
Para investigar esse câncer, a colonoscopia não é a primeira escolha. Para saber até onde a doença chegou, o médico pode pedir ressonância ou tomografia.
Na maioria das vezes, segundo o INCA, a cirurgia não é o primeiro passo. O mais comum é combinar a radioterapia, feita com radiação, e a quimioterapia, feita com remédios. A meta é destruir o tumor e preservar a função do ânus.
Se o tumor não responder ou voltar, a cirurgia pode ser indicada. Como ele pode reaparecer, o acompanhamento segue depois do tratamento, com consultas e exames regulares.