Cisto pilonidal
O que é
O cisto pilonidal é uma inflamação de longa duração na pele entre as nádegas, perto do cóccix, o osso do fim da coluna. Os médicos preferem chamá-lo de doença pilonidal.
A origem ainda não é bem conhecida. Sabe-se que a doença tem relação com os pelos da região, que entram na pele entre as nádegas.
Com o tempo, ela pode formar abscessos, que são acúmulos de pus. Também pode formar pequenos furos que eliminam secreção e túneis por baixo da pele.
É mais comum em jovens, homens e mulheres, mas também aparece em pessoas mais velhas.
É uma doença benigna. Mesmo assim, sem o tratamento adequado, ela não cicatriza.
Sintomas
Em geral, a doença se manifesta primeiro com um abscesso entre as nádegas. A região fica inchada, quente, avermelhada e dolorida.
Depois, a doença pode seguir dois caminhos. Às vezes, ela para depois que o pus é retirado. Em outros casos, passa para a fase crônica, isto é, de longa duração.
Na fase crônica, os sinais mais comuns são:
- pequenos furos na pele entre as nádegas, que continuam soltando secreção ou pus;
- vermelhidão em volta desses furos;
- dor na região.
Quando procurar o médico
Dor, inchaço ou um caroço entre as nádegas são motivo para consulta. Vale o mesmo para furinhos que soltam secreção nessa região.
Se houver um abscesso, com dor, inchaço e pus, procure atendimento médico assim que notar esses sinais. Pode ser preciso esvaziar o pus.
O cisto pode ser parecido com doenças da região anal, como a fístula. É por isso que ele está entre as doenças que o proctologista trata.
Como é o diagnóstico
O diagnóstico é feito na consulta, com o exame da pele entre as nádegas. Quando preciso, o médico examina também a região do ânus, para diferenciar o cisto de uma fístula.
Na fase do abscesso, pode ser preciso abrir a pele e drenar o pus, numa pequena cirurgia.
Na fase crônica, quase sempre o tratamento é cirúrgico. A cirurgia retira o tecido doente e os túneis onde ficam os pelos.
Há técnicas diferentes. Em algumas, a ferida fica aberta e cicatriza aos poucos, com curativos todos os dias. Em outras, o médico fecha a ferida com pontos.
A doença pode voltar depois da cirurgia, seja qual for a técnica. Até a ferida se fechar, é importante manter o local limpo e a pele em volta sem pelos.
Depois da drenagem, a orientação é manter a região sem pelos por alguns meses, para reduzir o risco de a doença voltar.