Constipação (intestino preso)
O que é
A constipação é a dificuldade de evacuar, o tempo todo ou de vez em quando. No dia a dia, recebe os nomes de intestino preso e prisão de ventre.
Muita gente convive com ela. Pode aparecer em qualquer idade e nos dois sexos, com mais frequência nas mulheres. Segundo o Dr. Paulo, é uma queixa muito comum, que precisa ser tratada.
Ela não é uma doença em si, e sim um sintoma. Na maioria das vezes, não há um defeito no intestino: o que acontece é que as fezes têm dificuldade de chegar ao reto e ao ânus.
Na maior parte dos casos, a origem está em comer pouca fibra e beber pouco líquido. Também pesam o sedentarismo, o costume de segurar a vontade de evacuar, alguns remédios, a ansiedade e a depressão.
Às vezes, porém, a constipação é sinal de outra doença, que precisa ser investigada.
Sintomas
A pessoa com constipação costuma ter uma ou mais destas queixas:
- fezes endurecidas, difíceis de eliminar;
- poucas evacuações na semana;
- a sensação de que o reto não esvaziou por completo.
Fezes duras, em bolinhas ou em pedaços, também contam, mesmo quando a pessoa evacua com a frequência de sempre.
Em crianças que ainda não sabem contar o que sentem, os sinais são outros. A evacuação dói, a criança chora e faz força para segurar as fezes.
Quando procurar o médico
A constipação que não melhora com as medidas do dia a dia merece uma consulta.
Ela também pede avaliação médica quando vem junto com outros sinais:
- perda de peso ou falta de apetite;
- dor ou cólicas;
- sangramento ou anemia;
- uma massa que se apalpa na barriga.
Segundo o Dr. Paulo, o intestino que passou a prender mais do que o normal merece consulta, para esclarecer e investigar a queixa.
Como é o diagnóstico
Na maioria das vezes, o diagnóstico é feito na consulta. Ela inclui a conversa sobre as queixas e o exame da região do ânus e do reto.
Em geral, não é preciso fazer exames logo de início. O tratamento começa com mais fibras na alimentação, mais água e outros líquidos e mais atividade física. Quando o intestino melhora com essas medidas, o diagnóstico se confirma.
Quando há sinais de outra doença, ou quando a constipação não melhora, o médico pode pedir exames. Um deles é a colonoscopia, que olha por dentro todo o intestino grosso. Outros estudam o movimento do intestino e o ato de evacuar.
Esses exames podem mostrar, por exemplo, um intestino que quase não se contrai. Ou um problema no assoalho pélvico, a base da bacia, que atrapalha a saída das fezes.
Os laxantes não tratam a causa da constipação. Eles entram como complemento, só com orientação médica. O uso por conta própria, sem acompanhamento, pode prejudicar.
Quando a constipação vem de outra doença, o tratamento é o dessa doença. A cirurgia é rara e fica para casos escolhidos, depois de esgotado o tratamento clínico.