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Fístula anal

O que é

A fístula anal é um pequeno canal que liga a parte de dentro do ânus, ou do reto, à pele de fora. A abertura fica perto do ânus ou nas nádegas. Esse canal é chamado de trajeto.

Muitas vezes, a fístula surge após um abscesso, que é um acúmulo de pus na região do ânus. Depois que o pus sai, sozinho ou com tratamento, pode se formar a fístula.

A fístula não acontece por falha no tratamento do abscesso. Ela faz parte da evolução natural do problema.

Nem todo abscesso dá origem a uma fístula, e não há como prever em quais casos isso vai acontecer.

Outra causa frequente são as doenças inflamatórias do intestino, como a doença de Crohn. Segundo o Dr. Paulo, essas doenças podem causar fístulas na região em volta do ânus, com abscessos.

Uma fístula que já existe pode infeccionar de novo e formar outro abscesso.

Sintomas

Em geral, o sinal que mais aparece é uma secreção que continua saindo por um ou mais pequenos furos na pele, perto do ânus.

Também podem aparecer:

  • umidade, irritação e coceira na pele em volta do ânus;
  • dor que vem e vai, mais forte quando a região inflama;
  • abscessos que se repetem no mesmo lugar.

Outras doenças da região podem se parecer com a fístula, como o cisto pilonidal. Por isso, o exame é importante.

Quando procurar o médico

Uma secreção que não para de sair perto do ânus é motivo para consulta. Em geral, a fístula não fecha sozinha.

Também vale a consulta para quem já teve um abscesso na região e continua com secreção depois que ele melhorou. O mesmo serve para o abscesso que volta no mesmo lugar.

Dor forte e contínua, inchaço e febre podem ser sinais de um novo abscesso. Nesse caso, procure atendimento médico assim que notar esses sinais.

Na consulta, o médico define o tratamento conforme o tipo de fístula de cada pessoa.

Como é o diagnóstico

O diagnóstico começa na consulta, com a conversa sobre os sintomas e o exame da região do ânus. Esse exame pode incluir o toque retal, em que o médico avalia o ânus e o reto com o dedo.

As fístulas não são todas iguais. Algumas são mais superficiais. Outras passam pelo esfíncter, os músculos que mantêm o ânus fechado e seguram as fezes.

Para conhecer o caminho do trajeto, o médico às vezes pede um exame de imagem, que pode ser a ressonância magnética ou a ultrassonografia.

Na maior parte dos casos, a fístula é tratada com uma cirurgia marcada com antecedência. O tipo da fístula orienta qual técnica usar.

Em qualquer técnica, a fístula pode voltar. Seguir as orientações do cirurgião ajuda a diminuir esse risco.

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