Pólipos intestinais
O que é
Os pólipos intestinais são pequenas lesões que crescem na parede de dentro do intestino grosso. O intestino grosso inclui o cólon e o reto, o trecho final, logo antes do ânus.
O pólipo nasce de um crescimento fora do normal da mucosa, a camada que reveste o intestino por dentro. Esse crescimento vem de alterações, chamadas mutações, em algumas células da mucosa.
Os pólipos estão entre as alterações mais frequentes do intestino. Alguns são achatados; outros são mais altos e lembram um pequeno cogumelo. Eles podem surgir em qualquer ponto do intestino grosso.
No começo, os pólipos são pequenos e benignos. Com o tempo, alguns crescem e podem se transformar em câncer. É a passagem do adenoma, um tipo de pólipo benigno, para o adenocarcinoma, que é o câncer.
Segundo o INCA, boa parte dos cânceres de intestino começa num pólipo. Por isso, a retirada dos pólipos serve para prevenir esse câncer.
As mutações que formam os pólipos podem acontecer com o passar dos anos. A tendência a tê-las também pode passar de pais para filhos, e por isso a história da família conta.
Sintomas
Na maior parte das vezes, os pólipos não dão sintomas. Eles costumam ser achados em exames, como a colonoscopia.
Quando dão sintomas, os mais comuns são:
- sangue nas fezes;
- muco, um tipo de secreção, misturado às fezes;
- alteração no ritmo do intestino;
- raramente, dor na barriga.
Quando procurar o médico
Sangue ou muco nas fezes e alterações no ritmo do intestino são motivo para consulta. Esses sinais também aparecem em outras doenças, e só a investigação mostra a causa.
Quem não tem sintomas também pode precisar de exames, porque os pólipos costumam ser silenciosos. A idade do primeiro exame se define na consulta, conforme o histórico. Casos de câncer de intestino na família pesam nessa decisão.
Quem já teve pólipos retirados segue em acompanhamento. O pólipo retirado por inteiro não costuma voltar, mas pode voltar, e outros podem surgir em pontos diferentes do intestino.
O tempo até o exame seguinte depende do que o exame anterior mostrou e do risco de cada pessoa.
Como é o diagnóstico
Os pólipos são encontrados por exames que olham o intestino por dentro, com uma pequena câmera:
- a retossigmoidoscopia, que examina o reto e o trecho final do intestino grosso;
- a colonoscopia, que percorre o intestino grosso inteiro.
Quando um pólipo aparece na retossigmoidoscopia, é preciso examinar o resto do intestino, porque pode haver outros. Um raio X do intestino com contraste também pode mostrar pólipos.
O exame de sangue oculto nas fezes serve para selecionar quem vai fazer um exame completo, como a colonoscopia. Se ele der negativo, porém, isso não exclui um pólipo.
Os pólipos encontrados são retirados e analisados em laboratório. Quase sempre, a retirada é feita durante a própria colonoscopia, com instrumentos que passam pelo aparelho. Essa retirada se chama polipectomia.
Alguns pólipos, pelo tamanho ou pelo local, precisam ser retirados por cirurgia. Como todo procedimento, a retirada tem riscos, que o médico explica antes.
Como se trata
Perguntas frequentes
Por que retirar pólipos na colonoscopia?
Segundo o Dr. Paulo, o pólipo pode crescer e se transformar num câncer. Ao retirá-lo na colonoscopia, muitas vezes se evita essa transformação. O pólipo retirado vai para análise.