Retocolite ulcerativa
O que é
A retocolite ulcerativa é uma inflamação crônica do intestino grosso e do reto. A inflamação fica na mucosa, a camada que reveste o intestino por dentro.
Junto com a doença de Crohn, ela faz parte das doenças inflamatórias intestinais.
A causa não é conhecida. A herança da família e o sistema de defesa do corpo têm um papel importante. A doença costuma aparecer em pessoas jovens.
Não há um tratamento que cure a retocolite. O tratamento busca controlar a inflamação.
A extensão da doença varia. Quando ela atinge só o reto, chama-se proctite. Ela também pode atingir o lado esquerdo do intestino grosso ou boa parte dele.
Sintomas
O sintoma mais comum é a diarreia que dura, com sangue vivo. A anemia também aparece com frequência, muitas vezes sem febre.
Quando a doença atinge só o reto, ela pode causar intestino preso acompanhado de sangramento. Aí, às vezes, a pessoa acha que é hemorroida.
A doença também pode atingir outras partes do corpo, como a pele, as articulações, os olhos e o fígado.
Segundo o Dr. Paulo, as doenças inflamatórias intestinais podem dar dores nos ossos, nos músculos e nas articulações. Segundo ele, essas doenças podem atrapalhar as atividades do dia a dia.
Quando procurar o médico
Diarreia com sangue, que não passa, é motivo para consulta. O mesmo vale para o sangramento com prisão de ventre, mesmo quando parece ser hemorroida.
Segundo o Dr. Paulo, o médico precisa avaliar de onde vem o sangramento. Pode ser uma infecção por bactéria ou vírus, uma IST ou uma doença inflamatória. IST é a sigla de infecção sexualmente transmissível.
Quem já tem o diagnóstico segue em acompanhamento médico.
Como é o diagnóstico
Para confirmar a retocolite, o médico precisa afastar outras causas de inflamação no intestino, como as causadas por vírus, bactérias ou parasitas.
Para isso, é feita a retossigmoidoscopia com biópsia. A retossigmoidoscopia examina por dentro o reto e o fim do intestino grosso. A biópsia é a retirada de um pedacinho de tecido, que vai para análise.
A colonoscopia, que examina todo o intestino grosso, também ajuda no diagnóstico. Quem tem a doença há muitos anos repete a colonoscopia de tempos em tempos, por indicação médica. Nesses casos, o risco de câncer de intestino é maior.
O tratamento é clínico, com remédios que buscam controlar a inflamação, muitas vezes por longo tempo. O acompanhamento é feito na consulta de doença inflamatória intestinal.
Em alguns casos, pode ser preciso operar, como quando os remédios não conseguem controlar a doença.